Homenagem

Aos combatentes açorianos e continentais que souberam, apesar das circunstâncias, defender a responsabilidade social básica de todos os cidadãos e preservar a sobrevivência da sua sociedade e os valores que a caracterizam.

Saibamos ser dignos do que fizemos para dizermos - MISSÃO CUMPRIDA

NA PICADA



O Rosário e o Laurentino (transmissões)

Imagem Martins

Imagem - Rosa


Imagem Rosa

Picada Lufico - Tomboco

Picada Lufico-Tomboco (Zona das pedras). Era a zona mais perigosa da picada, por isso era feita a pé. 

Picada Lufico - Tomboco

Picada do Forno da Cal

Picada Lufico - Tomboco

Picada Lufico - Tomboco. Já próximo do Tomboco.

Picada Lufico - Tomboco. Protecção a viaturas civis. 

Outubro/74. 

Almoço. Talvez uma qualquer pacaça que se distraiu e já era. 

Coluna preparada

Picada Lufico - Tomboco

Picada, Lufico - Tomboco. Neste local e devido a uma emboscada, perderam a vida o administrador do Tomboco, seus quatro filhos ainda crianças, o mecânico e os seguranças. (Imagem Mota Costa)

Picada Lufico - Tomboco (imagem Mota Costa)

Picada, Lufico - Tomboco.(Imagem Fernandes)

Picada Lufico - Tomboco. (Imagem Fernandes)

Picada Lufico - Tomboco. Época das chuvas, era difícil para viaturas, para nós e principalmente para os condutores, se a viagem em tempo "normal" levava cerca de 5/6 (cinco) horas a percorrer os 70 Km, em tempo de chuva a mesma chegava às 7/8 (sete) horas. Se houvesse avarias (eram muito frequentes) ou se um Unimog de atolava, a mesma chegava facilmente às NOVE horas. (Imagem Fernandes)

Setembro de 1973. Picada Tomboco - Lufico. Aquando do regresso ao Lufico para escoltar o MVL, depara-mo-nos com um jipe conduzido pelo Amaro (mecânico civil), tendo a seu lado o administrador do Tomboco, seus três filhos menores e 4 milícias. O Administrador pediu-nos se podia acompanhar-nos até à ponte dos 10, depois nós seguia-mos e eles ficavam a caçar. Avisa-mo-lo do perigo que corria e que era de sua inteira responsabilidade o que poderia acontecer.  Ignorou o aviso, foi-lhe fatal, no dia seguinte, quando nos deslocamos ao Tomboco para escoltar o MVL, soubemos que tinham sido todos mortos numa emboscada. Uma tragédia. (Imagem Fernandes)

Adenda
Ao pesquisar no Google, dei com este comentário num blog sobre Timor do genro do administrador: "o meu sogro, administrador de Concelho do Tamboco, José Leovigildo de Mascarenhas Inglês assassinado pela F.N.L.A em 2/9/1973 na estrada do Tomboco-Lufico bem como de outros membros da família".

1 comentário:

  1. Assunto: Procura de esclarecimento e verdade histórica – Família Mascarenhas Inglês (Tomboco, Setembro de 1973)
    Olá a todos,
    Escrevo-vos como neto(a) de José Leovigildo de Mascarenhas Inglês (nascido em Timor-Leste), que exerceu as funções de Administrador do Concelho do Tamboco/Tomboco em Angola.
    No dia 2 de Setembro de 1973, o meu avô e os seus três filhos mais novos — os meus tios José Leovigildo Jr., Guy Alberto e Carlos Filipe — perderam a vida na Estrada Tomboco-Lufico. Sei que a Companhia de Caçadores CCac 4742/72 estava destacada no sector e que este trágico acontecimento ficou marcado nas memórias dos soldados daquela zona.
    Ao longo das últimas décadas, a nossa família tem vivido com um peso enorme e com muitas versões contraditórias sobre o que realmente aconteceu naquele dia. Estamos aqui para procurar um pouco de paz e clareza histórica.
    Ouvimos relatos muito diferentes:
    * Algumas versões dizem que foi um ataque de emboscada imediato e total, mesmo após o meu avô ter sido avisado por uma coluna militar na picada.
    * Outras versões dizem que os guerrilheiros chegaram a mandar parar o jipe, falaram com o meu avô e só depois abriram fogo contra todos.
    * Mais doloroso ainda, recebemos boatos ao longo dos anos de que eles não terão morrido imediatamente, e que talvez o filho mais novo (o meu tio mais pequeno) possa não ter falecido naquele exacto dia da emboscada.
    Como devem imaginar, estas dúvidas e diferentes histórias têm sido muito difíceis de carregar para a nossa família. Não procuramos julgar o passado, mas sim saber a verdade sobre os últimos momentos do meu avô e dos meus tios.
    Se algum veterano da CCac 4742/72, morador da zona na altura ou investigador militar se recordar dos detalhes do relatório oficial daquela data, ou do que foi visto no local após o ataque, por favor partilhe comigo. Qualquer detalhe, por mais pequeno que seja, será um enorme alento para nós.
    Podem responder aqui nos comentários ou enviar-me uma mensagem privada.
    Agradeço do fundo do coração pela vossa sensibilidade e ajuda.

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